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INPI reconhece IG para o “beiju de Sapê” do Norte (ES)

O INPI publicou, na Revista da Propriedade Industrial (RPI) do dia 20 de agosto de 2024, o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG), na espécie Indicação de Procedência (IP), para a região do Sapê do Norte (ES), produtora da tradicional iguaria quilombola conhecida como beiju. Com esse registro, o Instituto chega a 128 IGs reconhecidas no Brasil, sendo 90 IPs (todas nacionais) e 38 DOs (28 nacionais e 10 estrangeiras).

Conheça a IG

O beiju, tradicional iguaria quilombola produzida a partir da goma e da massa de mandioca, é um saber-fazer que passa de geração a geração, fabricado nos núcleos familiares, sendo considerado uma fonte de renda para os nativos e, principalmente, um símbolo de resistência e reafirmação da identidade.

Segundo a documentação apresentada ao INPI, o beiju é fabricado no Sapê do Norte desde, pelo menos, o século XIX, ainda no período escravista, quando comunidades quilombolas se estabeleceram na região dos municípios de Conceição da Barra e São Mateus, no Espírito Santo.

Todas as etapas do processo produtivo do beiju do Sapê do Norte são trabalhadas pelos quilombolas, desde a preparação do terreno para o plantio da mandioca até a finalização do alimento, que pode ser enriquecido com outros produtos, como coco e amendoim.

O plantio da mandioca utilizada para a produção do beiju é feito em período propício para o melhor desenvolvimento da safra, considerando as fases da lua e fatores climáticos, como chuva e umidade. Após doze meses de cultivo, é realizada a colheita da mandioca. O alimento é direcionado à casa de farinha, ou quitungo (como o espaço é chamado pelos nativos), para as etapas que consistem em descascar e ralar.


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